Investimento em nova etapa do projeto de telecardiologia é de R$ 1,8 milhão

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O Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul está investindo R$ 1,8 milhão na segunda fase do projeto de telecardiologia. O serviço possibilitará o atendimento médico especializado em cidades onde não há um especialista de plantão.

Soluções de software, hardware e teleconferência foram implementadas no programa, que teve recursos obtidos em convênios com o governo do estado.

Quem assina o dimensionamento da solução é a porto-alegrense Mic&Mac Informática.

Na prática, dados sobre pacientes em atendimento de urgência serão trocados entre médicos no interior e plantonistas especializados na capital através de um sistema de videoconferência.

“Há uma grande carência de profissionais especializados nas cidades menores”, explica o Dr. Adolfo Sparenberg, coordenador do Centro de Telessaúde do Instituto de Cardiologia do RS.

R$ 200 mil em infraestrutura
Conforme Rogério Peixoto, da Mic&Mac, na central de atendimento fica um storage IBM de 10 TB ISCSI com dois switches e dois servidores trabalhando em cluster, realizado através da Hyper-V do Windows 2008.

O Backup será implementado por software com o Backup Exec da Symantec e uma biblioteca de fitas com troca automatizada.

A solução de antivírus e controle é o Symantec End Point Protection, e o firewall de rede é o Cisco ASA (Adaptive Security Appliances). Todas soluções implantadas pela Mic&Mac.

Completam o pacote um software para eletrocardiogramas da brasiliense Micromed, representada pela Multimed no estado, e um software de videoconferência desenvolvido pela Kenta Info.

Foram gastos R$ 200 mil com a estrutura de hardware e parte das soluções de software.

Armazenamento potente, interface simples
Uma equipe de nove médicos (sendo sete plantonistas) prestará atendimento remoto 24 horas, todos os dias da semana, em Porto Alegre.

Eles analisarão os diagnósticos enviados do interior e orientarão o atendimento. O software integrará videoconferência e eletrocardiograma digital numa interface amigável, facilitando a comunicação, enfatiza Sparenberg.

“Tudo é muito simples. A conferência é como se fosse o MSN lá de casa. Além disso, informações básicas de prontuários são exibidas para agilizar o atendimento e o treinamento”, completa o médico.

1,5 milhão de beneficiados até 2011
O projeto de telecardiologia foi iniciado em 2007, com a implantação da telemedicina em 11 cidades. Os  recursos vieram do Finep e da Fapergs.

“Desde então aperfeiçoamos o sistema. Percebemos, por exemplo, a necessidade da conferência e de melhoras no software”, explica Sparenberg.

Num primeiro momento, 30 cidades do interior gaúcho receberão o projeto, voltado principalmente para municípios com população inferior a 50 mil habitantes.

Segundo Sparenberg, aproximadamente 1,5 milhão de pessoas deverão ser beneficiadas até o final de 2011.

Pesquisa realizada pela Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul (Socergs) recentemente demonstrou que cerca de 13% dos indivíduos gaúchos entre 25 a 44 anos relataram ter hipertensão, principal fator de risco para doenças cardiovasculares.

Na faixa etária dos 45 aos 59 anos, o número sube para 28% e naqueles com mais de 60 anos foi para 48%.