Brasil: 15 mi de usuários de MVNOs em 2015

05/04/2011 11:04

Um estudo elaborado pela consultoria Europraxis indica que o Brasil deverá ter de dez a 15 milhões de usuários de operadoras móveis virtuais, as chamadas MVNOs, até 2015.

A consultoria avalia que o mercado desta nova modalidade de negócios responderá, em quatro anos, por um faturamento de até R$ 3,5 bilhões.

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Um estudo elaborado pela consultoria Europraxis indica que o Brasil deverá ter de dez a 15 milhões de usuários de operadoras móveis virtuais, as chamadas MVNOs, até 2015.

A consultoria avalia que o mercado desta nova modalidade de negócios responderá, em quatro anos, por um faturamento de até R$ 3,5 bilhões.

Aprovado pela Anatel em novembro de 2010, o modelo de MVNOs permite que companhias de diferentes segmentos firmem parcerias com operadoras de celular tradicionais e passem a também oferecer serviço móvel.

De acordo com o estudo "MVNO - Oportunidades no Brasil", da Europraxis, o Brasil já conta com mais de 202 milhões de usuários de telefonia móvel, sendo que mais de 80% deles têm preferência pelo sistema pré-pago.

A consultoria também indica que, hoje, na América Latina, menos de 1% dos usuários de telefonia móvel são MVNOs, quadro que é bem diferente na Europa e EUA, onde o número chega até 20%, dependendo do país.

“Qualquer empresa está apta a se habilitar como uma MVNO e, no Brasil, diversos segmentos já têm demonstrado interesse. O varejo, por exemplo, conseguiria expandir a influência de sua marca e obter receita adicional revendendo serviços de telecomunicações ou ampliar a fidelização dos clientes por meio de concessão de minutos, alavancando-se sobre sua rede de distribuição e base de clientes”, afirma a pesquisa.

O segmento financeiro é outro indicado como possível prestador deste tipo de serviço, com foco especialmente na área de Internet Banking pelo celular e mobile payment.

Para a telecom, a gama de possibilidades é infinita, destaca o estudo: oferta de serviços móveis para clientes da linha fixa e desenvolvimento de soluções integradas de convergência fixo-móvel, além de soluções customizadas de voz, dados e integração de aplicações e plataformas para o público corporativo.

“Por fim, o setor de mídia conseguiria disponibilizar conteúdos multimídia para o público jovem, por exemplo, ao passo que estabelece um canal direto de comunicação com esse público”, complementa o levantamento da Europraxis.

Uma empresa pode atuar como autorizada, tornando-se um operador do SMP (Controle de Acesso ao Serviço Móvel Pessoal), compartilhando a rede com a prestadora de origem (operadora de celular) e utilizando o seu espectro de radiofrequência.

Há, ainda, a possibilidade de atuar como agente credenciado, no qual a operação da empresa fica a cargo da prestadora de origem.

São três os níveis dos modelos de negócios possíveis: cada operador virtual pode se posicionar como revendedor, ESP (Enhanced Service Providers) ou MVNO completo.

Porto Seguro saiu na frente
No Brasil, a seguradora Porto Seguro já se tornou MVNO, em uma parceria com a TIM anunciada em fevereiro deste ano.

O acordo, que lançou a primeira operadora de celular virtual do país, também inclui a Datora Telecom, focada na compra e venda de minutos de chamadas e controlada pela Chaicomm do Brasil Holding, que é acionista da recém formada Porto Seguro Telecomunicações.

Pela aliança, a seguradora vai atuar no modelo de “autorizada”, ou seja: a operadora virtual fica responsável pela operação das ofertas, gestão de tráfego, emissão de contas, atendimento a clientes e acordos de interconexões.

"Para a TIM, o mercado da MVNO é promissor e a empresa já mantém conversas avançadas com outras potenciais operadoras virtuais”, declarou, na época, Antonino Ruggiero, responsável por Wholesale da TIM e presidente da Intelig.

Segundo o executivo, a previsão é que as MVNOs atraiam 16 milhões de assinantes no país e US$ 1 bilhão de faturamento em cinco anos.

A consultoria
Responsável pelo atual estudo sobre MVNOs no Brasil, a Europraxis é uma consultoria pertencente à espanhola Indra, que está presente no país desde 1996.

A consultoria é composta por cinco divisões - Consulting, ALG, Turismo e Lazer, Opteam e Curious – e emprega 400 profissionais no Brasil, Venezuela, França, Itália, Alemanha, Portugal, México, Argentina, EUA, Equador, Dubai, China e Marrocos.

Por aqui, a Europraxis atende a clientes como Vivo, Telefônica, Grupo Votorantim, Coca-Cola e WalMart.

Veja também

Porto Seguro + TIM = 1a MVNO do país

A seguradora Porto Seguro anunciou nesta segunda-feira, 14, o fechamento de um acordo com a TIM para lançar a primeira operadora de celular virtual do país, em conjunto com a Datora Telecom.

A companhia vai atuar no modelo MVNO (Mobile Virtual Network Operator), estipulado pela Anatel e que permite a empresas de outros setores atuarem em Telecom, usando a infraestrutura de chamadas de uma operadora celular para vender serviços com sua marca.

Telefônica quer ser operadora virtual
A Telefônica quer ter o direito de atuar no Brasil como operadora móvel virtual, com a sua marca, dentro do modelo MVNO - Mobile Virtual Network Operator.

Além disso, quer que a Vivo, operadora móvel controlada por Telefonica e Portugal Telecom, possa lhe fornecer os serviços de uso de sua rede.
Amdocs: operadoras virtuais vão atrasar

Contrariando a previsão da Anatel, que em dezembro passado divulgou que as operadoras virtuais estreariam no Brasil em, no máximo, seis meses, a Amdocs faz uma projeção mais demorada.

Para a companhia, provedora de software e serviços para companhias de telecomunicações, só no segundo semestre deste ano deverão iniciar as primeiras ofertas no país do chamado modelo MVNO, que permite a empresas de fora da área de telecom oferecer linhas de celular.

Anatel: operadoras virtuais em seis meses

O modelo MVNO de prestação de serviços de telecomunicações - as chamadas operadoras virtuais - deverá estrear no Brasil dentro de, no máximo, seis meses.

Anatel: telefone popular por R$ 9,50/mês

Celular por R$ 9,50 ao mês é a proposta que a Anatel vai enviar para consulta pública.

O valor faz parte de alteração proposta no Regulamento do Acesso Individual Classe Especial (Aice), e envolve a adoção do programa Bolsa Família como critério de elegibilidade da população atendida.

Nos cálculos da agência, 13 milhões de famílias devem ser beneficiadas.

Usuários de WiMAX aumentam quase 33%

O número de assinantes da tecnologia de banda larga WiMAX alcançou 17,25 milhões no primeiro trimestre de 2011.

O número que representa crescimento de 32,7% em relação aos 13 milhões contabilizados no fim do ano passado, segundo dados da Maravedis, que divulgou nessa quinta-feira, 31, um relatório sobre o mercado mundial de banda larga.

A expectativa da consultoria é que novas 5,5 milhões de pessoas se tornarão usuários de WiMAX neste ano.

TIM: Amdocs na base da estrutura com Intelig

A TIM Brasil adotou uma série de produtos da Amdocs para dar base ao projeto de transformação “B/OSS”, que suportará a rede de próxima geração da operadora.

A companhia adquiriu as soluções Amdocs Customer Experience System (CES) 8, que incluem gestão de pedidos, de serviços, de recursos e catálogo de produtos empresarial (Enterprise Product Catalog).

Telefónica e China telecom se aproximam

A China Unicom e a Telefónica aumentarão seus investimentos mútuos para crescer em competitividade na prestação de serviços a clientes globais.

No acordo, cada empresa vai investir US$ 500 milhões na outra.

Com isso, a China Unicom aumentará sua participação na Telefónica para 1,37%, ao passo que a empresa espanhola terá sua participação na Unicom elevada para 9,7%, com base nos preços atuais das ações.

Anatel vai monitorar ligações

A Anatel se prepara para monitorar via internet as chamadas telefônicas fixas e móveis.

De acordo com reportagem da Folha de São Paulo desta quarta-feira, 19, a agência terá acesso irrestrito a documentos fiscais com os números chamados e recebidos, data, horário e duração das ligações, além do valor de cada chamada.

TIM e Brightstar: parceria focada em PMEs

A TIM firmou um acordo com a Simm do Brasil, subsidiária da Brightstar Corp, especializada na distribuição de serviços e soluções de mobilidade, criando um novo canal de vendas de planos de voz e dados para o mercado corporativo.

O portfólio de ofertas inclui planos como o TIM Liberty Empresa e Empresa Mundi, que serão ofertados por cerca de 20 revendas da Brightstar em todo o país.

A expectativa é ampliar a parceria para 250 canais até o final deste ano.