O edifício “verde” que a Dígritro, empresa de TI e Telecom de Florianópolis, adotou como sede há dois anos já dá resultados para a companhia. O edifício, revestido de pastilhas brancas, aproveita água da chuva e energia solar, o que gera, por exemplo, economia de luz na casa dos 25%.

Já em relação à água, o gasto é menor ainda: hoje, 70% da água consumida pela Dígitro – o que corresponde à descarga dos banheiros do prédio – vem do reaproveitamento da chuva.

Com isso, a conta de água não passa dos R$ 1 mil mensais – pouco para uma sede que abriga 600 funcionários.

Os beirais construídos para captação da água da chuva têm capacidade para 60 mil litros de armazenamento. Já quanto à luz e refrigeração, uma série de sistemas permite a economia, como uma abertura no centro do prédio, por onde entra luz natural em todos os andares.

Há, ainda, células fotovoltaicas e luminárias que podem ser controladas de acordo com a necessidade de luz do ambiente, informa o Info Online.

Além disso, os vidros são especiais, insulados, permitindo a entrada de somente 30% do calor externo, o que reduz os gastos com refrigeração.

Nem o esgoto escapou ao projeto de sustentabilidade: hoje, todo esgoto que sai do prédio é tratado com microorganismos, dispensando a aplicação de cloro na etapa final.

Os resíduos saem com 93% de pureza e parte da água resultante é utilizada para a irrigação de jardins.

E tudo por um preço de construção apenas 15% acima do de um prédio normal, conforme assegurou o diretor administrativo e de qualidade da Dígitro, Luiz Aurélio Baptista, ao Info Online. O valor, segundo ele, será completamente recuperado em cinco ou seis anos.