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A Samsung Electronics tem confiança de que se tornará a maior fabricante de celulares do mundo em participação no mercado neste ano, encerrando o reinado de 14 anos da finlandesa Nokia.

É o que diz o presidente-executivo da companhia sul-coreana, Choi Gee-sung.

Hoje, a Samsung é a maior fabricante de celulares inteligentes do mundo, e está avançando rapidamente sobre o mercado móvel, enquanto aparelhos de rivais como HTC, Nokia e Research in Motion enfrentam dificuldades para captar interesse dos consumidores.

Gee-sung afirmou a jornalistas durante a feira de tecnologia Consumer Electronics Show (CES), em Las Vegas, que a companhia superou a Nokia em termos de receita no último trimestre reportado.

Agora, eles miram nas vendas de aparelhos. Apesar de soar como bravata, a meta é alcançável.

Dados da consultoria Gartner apontam que a Nokia perdeu 15,25% de mercado no terceiro trimestre de 2011. Já a Samsung teve alta de 3,49%. Caso o mesmo cenário se repita no mesmo período de 2012, a diferença se diminui para 1,84 ponto percentual – hoje é de 6,1 p. p..

A perspectiva da Samsung também está em linha com alguns analistas, incluindo o Royal Bank of Scotland, que aposta que a empresa sul-coreana vai superar a Nokia em 2012.

No geral, porém, espera-se que a Nokia siga na liderança do mercado este ano.

Segundo mais recente pesquisa da Reuters, a Nokia deve vender 418 milhões de celulares em 2011 ante 320 milhões da Samsung.

Em 2012, a diferença deve estreitar para 388 milhões contra 359 milhões, respectivamente.

A Samsung, maior companhia de tecnologia do mundo em receita, informou no início de dezembro que as vendas de celulares em 2011 alcançaram a marca dos 300 milhões de unidades pela primeira vez, lideradas por salto de quatro vezes nas vendas de smartphones.

Isso significaria outra derrota para a Nokia, que perdeu a dominância de uma década no segmento de smartphones para a Apple no segundo trimestre do ano passado.

A Nokia assumiu o primeiro lugar do mercado de celulares em 1998, quando superou a Motorola em vendas de aparelhos, e desde então tem sido um ícone da economia nórdica.

Hoje, além de estar em decadência no mercado, já é alvo de boatos, como uma possível compra da divisão de smartphones da finlandesa pela Microsoft.