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A Transtelco lança o Projeto MNVO as a Service, que envolve a oferta de tecnologias, infraestrutura e serviços para a gestão e entrega de serviços das MVNOs.

Conforme a companhia, o serviço é voltado a empresas interessadas em uma operadora virtual sem a necessidade de investimentos em estrutura própria.

Segundo Rodrigo Vian, diretor da Transtelco, a aposta da empresa está na necessidade de apoio técnico, operacional e de serviços que as empresas interessadas no mercado terão, com a autorização do modelo pelas agências reguladoras.

“Não basta uma empresa obter a licença de operação junto à Anatel e depois não saber o que fazer para colocar a MVNO em operação”, avisa o executivo.

Vian diz que a empresa que deseja ter uma MNVO tem que levar em conta muitos fatores, como a contratação de tecnologias avançadas, para a comutação dos dados, controle de usuários, controle das contas, roaming, portabilidade, entre outros

“ Como a empresa que deseja uma MVNO não quer – e não pode – deixar o seu core business descoberto, é melhor para ela ter um apoio de especialistas. Esta é a nossa proposta”, completa.

Um grande magazine interessado no MVNO, exemplifica o executivo, terá que criar vários departamentos de gestão que não podem se confundir com as suas áreas já existentes.

Entre eles estão uma loja de atendimento ao cliente e um setor para controle de contas.

A Transtelco também atenderá a este mercado com projetos MVNE (Mobile Virtual Network Enabler). “Iremos tratar cada projeto de forma customizada e cada ativação será tratada de forma especial para atender às necessidades de cada projeto”, adianta Vian.

Mercado de R$ 3,5 bi
A abertura das primeiras MVNOs no Brasil foi atualizada em 18 de agosto, com as licenças para abertura concedidas à Porto Seguro e à Sermatel.

Publicado em novembro de 2010, o regulamento de MVNO no Brasil permite que empresas sem frequências de rede operem no setor através de acordo com uma operadora móvel no Brasil.

Tanto a Porto Seguro quanto a Sermatel fecharam parceria com a TIM.

Há outras empresas interessadas no processo que não devem demorar a lançar suas operadoras virtuais. Especula-se que os Correios estão preparando sua entrada, e a Virgin – que já atua em países como Estados Unidos, Austrália e Reino Unido – já confirmou que fará o mesmo ano que vem.

Cálculos da consultoria Europraxis indicam que o Brasil deverá ter de 10 milhões a 15 milhões de usuários de operadoras móveis virtuais até 2015, com faturamento total no setor de R$ 3,5 bilhões.