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Copel: energia na banda larga

Gláucia Kirch
// terça, 15/02/2011 10:14

A Copel anunciou na segunda-feira, 14, que vai entrar no mercado de banda extra larga na internet, com velocidade de transmissão de 100 Mbps, baseada em estrutura própria de 17 mil quilômetros de fibra ótica.

O presidente da Copel, Lindolfo Zimmer

Com investimento de R$ 100 milhões, que será destinado à interligação de repartições públicas estaduais e redes empresariais à atual rede da companhia, o projeto começa ainda nesta terça-feira, 15, por Curitiba.

A meta da companhia é tornar o Paraná o primeiro estado brasileiro a ter cobertura 100% digital de Internet em todos os municípios até 2014.

A infraestrutura de cabos a ser utilizada para prestação do novo serviço já está montada, e é hoje usada para serviços de telecomunicações das unidades da própria Copel em 240 dos 399 municípios paranaenses.

Para atender ao plano de totalizar o acesso à banda extra larga digital no Paraná, a distribuidora de energia projeta iniciar pela interligação da estrutura geral de todas as cidades do estado por fibra ótica até o final de 2012 e, em mais dois anos, levar a elas a conexão de 100 Mbps.

O novo serviço já tem até nome: BEL-100.

O público alvo do novo nicho da Copel será, inicialmente, o corporativo, além do governo estadual.

Entretanto, segundo o presidente da Copel, Lindolfo Zimmer, no ano que vem a previsão é começar a oferta também pra usuários residenciais.

Os valores a serem cobrados pelo novo serviço ainda não foram divulgados.

A forma de cobrança será feita mediante o nível de consumo de dados do cliente, como ocorre com faturamento da energia, por exemplo.

PEBL
O plano de conectar 100% do Paraná em banda extra larga faz parte também da parceria da Copel com o Plano Estadual de Banda Larga, com o qual a estatal assumiu compromisso em agosto de 2010.

Conforme divulgado no site da estatal, o compromisso prevê a expansão, em três anos, da rede de transmissão de alta capacidade (backbone) e da rede de internet (backbone IP) da companhia a todas as cidades do estado.

Também está prevista a implantação de redes de distribuição primárias de alta capacidade (backhaul) para prestação de serviços de acesso à internet e de redes privativas de distribuição de Internet às empresas e instituições públicas que aderirem ao PEBL.

Providenciar para que o backbone IP esteja conectado em alta capacidade com os pontos nacionais de troca de tráfego e com as redes nacionais e internacionais de internet, garantindo alta disponibilidade de acesso, também faz parte do plano da Copel.

O PEBL prevê a venda de serviços de comunicação a provedores e prefeituras cadastrados.

Estes, em contrapartida, deverão assumir o compromisso de prover serviço popular de acesso à internet e disponibilizar acesso à web em suas instalações.

Para contar com serviços oferecidos por meio do PEBL, os usuários finais devem buscar contratos diretamente com os provedores de suas cidades.

Atualmente, a lista no Paraná inclui os seguintes provedores, segundo o site da Copel:

P4 NET (Abelardo Luz), Compucel (Bandeirantes), Sidnet Informatica & Provedor Optico (Campina Grande do Sul), TS em Redes (Campo Mourão), Telecorp e VRS (Curitiba), Nick Network Service (Jacarezinho), BR Siscom (Jandaia do Sul), MEG@ Informática (Palmeira), Infobit (Palmital), QI Informatica (Palotina), Pinhais Telecom (Pinhais), Alfa Tec (Pitanga), Dragon (Pontal do Paraná), Ciabrasnet (Porto União), Rebouças Online (Rebouças), Connectsul Telecom (São Mateus do Sul), Mottanet (Senges), ToledoNet (Toledo) e Netsul (União da Vitória).

Já em Guaratuba, Clevelândia, Coronel Vivida, Loanda, Marmeleiro, Matelândia, Nova Aurora, Pato bragado    e Wenceslau Braz os provedores serão as próprias prefeituras municipais.

Outras investidas
Também em agosto do ano passado executivos da Copel já haviam anunciado planos para início de atuação na banda larga: um grupo de representantes da distribuidora se reunu com investidores da Bolsa de Valores de Nova York, na qual a estatal mantém ADRs (American Depositary Receipts) listadas desde Julho de 1997.

Conforme o diretor-presidente Ronald Ravedutti, a empresa vinha sendo procurada por investidores e fundos de investimento estrangeiros, e este tipo de parceria seria uma das apostas para expandir os negócios, inclusive para fora do estado, e um dos nichos previstos era a oferta de Internet rápida, porém, em modelo diferente do atualmente anunciado, funcionando em acordo com empresas como a Intelig, que usaria a rede elétrica da companhia para oferecer o serviço.

A empresa paranaense também assinou acordo semelhante com a AES Eletropaulo.

As parcerias também fazem parte da meta da estatal de expandir sua infraestrutura de rede em 30% em todo o país dentro de dois anos.

TI no foco
Que a Copel é atenta à TIC, não é novidade: só em 2010, a empresa investiu R$ 80 milhões em TI, em um projeto dividido entre dois consórcios, um focado em ERP, no qual participaram SAP, Ingram Micro, Core Technologies e CSC; e outro voltado a billing, que reuniu Elucid e Ação Informática.

Ambas iniciativas usarão software de banco de dados, servidores e storages IBM.

O novo ambiente de TI permitirá à Copel atender às normas e padrões exigidos pela Aneel para as quase 70 mil novas ligações de luz que realiza por ano.

O projeto foi desenvolvido já prevendo um crescimento de 50% na infraestrutura de TI ao longo dos cinco anos de ciclo de vida do contrato.

Gláucia Civa Kirch
COMENTÁRIOS ANTERIORES
Marcelino Akyo Kobata

postado em: 15/02/2011 - 18:20

Estamos atrasados em muitos anos em relação aos países desenvolvidos em termos de banda larga. Eis uma notícia boa pois velocidade acima de 100Mbps já é algo comum, já não era sem tempo disponibilizar esta tecnologia a população!
Tenho banda larga de fibra óptica desde 2001 da copel telecom e há 11 anos ouvia falar que um dia seria popularizada!
Que Deus abençoe a Copel!

Carlos Sérgio Asinelli

postado em: 02/01/2014 - 16:28

A partir de que mês/ano teremos disponibilidade de internet banda larga da Copel em Guaratuba, para usuários residenciais?