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O que é mais perigoso no trânsito: smartphone ou celular?

Segundo Dirceu Rodrigues Alves Jr., diretor do Departamento de Medicina Ocupacional da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), os aparelhos de última geração são a resposta.

Conforme Alves Jr., o problema dos celulares inteligentes é que, em função de terem mais recursos, eles tiram os olhos do motorista para a tela do aparelho por mais tempo que os modelos comuns.

“Ao tirar a visão da frente do veículo, o motorista perde três, quatro ou cinco segundos. Se ele estiver a 100 quilômetros por hora, terá andado cerca de 120 metros sem a visão frontal, o que é um absurdo”, explica o diretor da Abramet.

Nesse breve intervalo de tempo, explica Alves, quem está ao volante executa movimentos automatizados, com se fosse um robô, sem registrar os atos realizados no momento, e sem condições de adaptar-se à eventuais mudanças que ocorram.

“É um momento de total desatenção”, complementa.

De acordo com o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), usar um smartphone ao volante gera uma situação proibida, e que resultaria em multa de R$ 85,13 e perda de quatro pontos na carteira, já que, conforme o Código Brasileiro de Trânsito, é proibido “dirigir veículos automotores com apenas uma das mãos e utilizar o telefone celular, mesmo com fones de ouvidos”.

Geralmente, 58,3% dos acidentes são causados por componentes humanos e comportamentais – ou seja, algo que aconteceu com o motorista – sendo a desatenção responsável por uma fatia de 28,2%.

Em 2010, a frota brasileira aumentou 8,4%, aponta o Denatran, chegando a 64,8 milhões de veículos. Os automóveis alcançaram 37.188.341, correspondendo a 57,37% da frota total.

Já os celulares, são 207,5 milhões, segundo os últimos números da Anatel, de fevereiro.

Os aparelhos com a tecnologia de conexão 3G, geralmente encontrada nos aparelhos de última geração, responderam por 10,62% do total de acessos móveis registrados no país.