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A licença para operar o 4G no Brasil poderá chegar a R$ 1,5 bilhão, calculam analistas do Caixa Banco de Investimento.

Com leilão programado para 2012, as faixas foram avaliadas com base nos valores do leilão das frequências do 3G, vendidas em 2007.

Segundo o Caixa Banco de Investimento, a Oi é uma das fortes concorrente para levar as ondas.

“Considerando a posição de liquidez da Oi, de cerca de R$ 11,5 bilhões, e à sua dívida líquida de R$ 16 bilhões, a relação de dívida líquida e Ebitda fica em 1,7 vez nos nove meses de 2011. Assim, achamos que a empresa não terá qualquer dificuldade em realizar este investimento”, escreveu o analista Guido Varatojo dos Santos.

Santos ressalta, no entanto, que no leilão de 2007 havia apenas quatro licenças em disputa, contra as atuais cinco. Isso poderia "acabar reduzindo a pressão competitiva e levar a preços mais baixos".

O analista também destaca que Anatel ainda não definiu o preço mínimo de cada licença.

A Anatel divulgou na quinta-feira a sua proposta para o regulamento do leilão de 4G. A proposta vai ficar em consulta pública durante 30 dias.

O leilão deverá englobar a faixa dos 450 MHz para zonas rurais e dos 2,5 GHz para zonas urbanas.

Outra empresa que já manifestou interesse na compra das frequências, mas não foi citada pelo banco, é a Claro. Das grandes operadoras que atuam no Brasil, a Claro foi a única que não se manifestou favorável ao adiamento do leilão das faixas.

Vivo/Telefônica e TIM já disseram que é melhor investir mais em 3G primeiro.