Paulo Bernardo (centro) defendeu o preço do PNBL para a internet

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Se acesso à internet fosse mais barato, país teria vendido 6 milhões de computadores a mais em 2010 – 42,8% do volume total atingido.

A avaliação é do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que participou nessa quinta-feira, 24, do 9º Seminário Políticas de (Tele)Comunicações, que não revelou o quanto o acesso deveria custar para produzir tal efeito.

Bernardo falou sobre o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

“Poderíamos ter um avanço extraordinário com a internet e muitas pessoas teriam comprado equipamentos. Se tivéssemos serviços mais favoráveis, teríamos vendido, acredito, 20 milhões de computadores, ao invés de 14 milhões”, disse o ministro.

Segundo dados da consultoria de mercado IDC, o Brasil teve 13,7 milhões de unidades vendidas em 2010, alta de 23,5% sobre 2009.

Caso chegasse aos 20 milhões, o avanço anual em 2010 teria sido de 81% frente ao ano anterior.

Na sua apresentação, Paulo Bernardo defendeu o preço de referência de R$ 35 para popularizar o acesso à internet no país.

“Você compra hoje um computador a R$ 800, mas paga R$ 80 mensais pela internet. Acho caro. Foi por conta disso que formatamos o PNBL”, acrescentou o ministro.

Segundo o ministro, há possibilidades de enquadrar os tablets como notebooks e, dessa forma, criar mecanismos para baratear seu preço, o que ajudará a produção e a indústria nacional.

“O Ministério das Comunicações fará a coordenação da integração do processo produtivo, relativos à inclusão digital, que atualmente está subdivido em vários ministérios, a fim de dar tratamento mais isonômicos para a questão”, adiantou Bernardo.

De acordo com o ministro, é possível que frequência de 450 mega-hertz (mHz) – frequência das rádios usadas pelas polícias Federal e Rodoviária Federal – passe a ser dirigido às áreas rurais.

Para desocupar as frequências da faixa, acrescentou, é fundamental, antes, a liberação de verbas para equipar as polícias.